terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Anilza Leoni

Mesmo sendo menor, e escondida da família, Anilza conseguia trabalhar simultaneamente nos shows noturnos, e na revista Zum! Zum', na companhia de Dercy Gonçalves. Sua mãe descobriu o 'trabalho' da menina, e a retirou do palco, pelas orelhas, durante o espetáculo de Dercy. A menina não desistiu e continuou trabalhando como girl, em outras revistas, agora acompanhada da mãe.
Anilza Leoni (Anilza Pinho de Carvalho), cantora, atriz, vedete do teatro de revista e pintora, nasceu em Laguna, SC, em 10/10/1933, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 06/08/2009.

Mudou-se com a mãe e os irmãos para o Rio de Janeiro, após a morte do pai, no fim dos anos 1940. Estudou no Colégio Ruy Barbosa, como aluna interna, até que a mãe adoeceu, e Anilza teve que deixar os estudos para trabalhar, aos 15 anos, como datilógrafa e secretária. Aos 18 anos, é convidada para trabalhar num espetáculo de variedades, produzido por Renata Fronzi. Adota então o nome artístico de Anilza Leoni, em homenagem ao jogador de futebol Leônidas da Silva.

Em 1954, foi contratada pela direção da boate Night and Day, famosa casa situada na Cinelândia para substituir a atriz Dorinha Duval na revista Carrossel paulista, de grande sucesso na época.

Em 1957, estreou em disco, seguindo uma certa tendência da época que era a de atrizes do teatro de revistas gravarem discos embora quase nunca seguissem na carreira de cantoras, pela gravadora pernambucana Mocambo. Na ocasião, gravou Abdula e Abdala, marcha de Nássara e Dunga, e Você fracassou, samba de Ary Barroso.

Em 1959, gravou na Todamérica com acompanhamento de orquestra e coro as marchas Sputinik, de Mário Barcelos e Airton Coelho alusiva ao famoso satélite soviético lançado ao espaço um pouco antes dando início à corrida espacial, e Tem nheco nheco na lua, de Jamile Kimus e Santos Bizarro que seguia temática semelhante. Em 1960, gravou pelo selo Sideral o samba Castigo bom, de Hianto de Almeida e Otávio Teixeira, e o samba-canção Quero xodó, de Hianto de Almeida e Francisco Anísio.

A bela Anilza Leoni
Por volta de 1963, gravou no pequeno selo Albatroz a marcha Terezinha, de Wilson Batista e José Batista, e o samba Eu já chorei, de Rossini Pacheco e Marion França. Em 1964, fez sucesso na comédia musical italiana Boa Noite Bettina de Giuseppe Marotta, encenada em São Paulo.

Em 1985, atuou na novela A gata comeu, da TV Globo e cinco anos depois, na novela Barriga de aluguel, também na TV Globo.

Nos últimos anos, Anilza Leoni morava sozinha, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro e continuava trabalhando na televisão e no teatro. Em 1990, recebeu o Prêmio Mambembe.

Nos seus últimos dias de vida, a atriz se preparava para estrear o espetáculo Mario Quintana - O Poeta das Coisas Simples, em São Paulo, ao lado de Tamara Taxman, Monique Lafond, Selma Lopes e Sergio Miguel Braga.

Faleceu aos 75 anos, em razão de um enfisema pulmonar, depois de ficar hospitalizada durante uma semana. Apesar de ter gravado composições de autores consagrados como Ary Barroso, Nássara, Dunga, Hianto de Almeida e Francisco Anísio não obteve grande destaque como cantora mas sim como atriz e vedete.

Discografia

 (1963) Terezinha / Eu já chorei - Albatroz - 78;  (1960) Castigo bom / Quero xodó - Sideral - 78;  (1959) Sputinik / Tem nheco nheco na lua - Todamérica - 78;  (1957) Abdula e Abdala / Você fracassou - Mocambo - 78.

Fontes: Wikipédia.