sábado, 6 de agosto de 2011

Abílio Pereira de Almeida

Abilio Pereira de Almeida, advogado e dramaturgo, nasceu em São Paulo, SP, em 26/02/1906, e faleceu na mesma cidade, em 12/05/1977. Foi um autor, produtor, ator e diretor teatral, cujas peças teatrais obtiveram notável êxito junto ao público, na contra-mão da crítica, que as consideravam inconsistentes.

Formado em direito pela Universidade de São Paulo, estudou também na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e na Escola de Aviação Militar. Entrou para o Exército (1927) e participou de duas revoluções (1930/1932). Advogou durante alguns anos enquanto publicou Prática jurídica e comercial e editou a Revista Judiciária.

Estreou como ator teatral (1936) e, seis anos depois ingressou para o Grupo de Teatro Experimental, o GTE, fundado por Alfredo Mesquita. Após o êxito de peças como Pif-paf (1942) e A mulher do próximo (1948), tornou-se praticamente o único dramaturgo brasileiro a escrever para o famoso Teatro Brasileiro de Comédia. 

Foi um dos fundadores da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, na qual passou a atuar (1950) também como ator, diretor e produtor. Seu nome apareceu como ator, autor ou diretor em cerca de 25 filmes nacionais, incluindo os que lançaram Mazzaropi e fizeram dele um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. 

Totalizando 688 itens documentais (550 textuais e 138 fotográficos), o público considerava suas peças espelhos dos descaminhos éticos da sociedade. Paiol velho (1951), que Alberto Cavalcanti transformou no filme Terra é sempre terra, Santa Marta Fabril S.A. (1955), Moral em concordata (1956) e Moeda corrente do país (1957), foram mais alguns de seus sucessos. 

Suicidou-se aos 71 anos em São Paulo em 1977. Ele completaria cem anos em 2006 e foi homenageado pelo diretor Silnei Siqueira com uma nova montagem de Moral em concordata.

Fontes: Wikipedia; Net Saber.